Pernambuco substitui Linux por Windows
Quinta-feira, 30 de setembro de 2004
Imagine você ligando para o serviço 190 de um
Estado para fazer uma denúncia ou queixa e o sistema
da Polícia Militar está fora do ar. “Isso
é inconcebível, mas era o que estava acontecendo”,
afirma o gerente geral do Centro Integrado de Operações
da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, Alexandre Perez.
Por causa dessas falhas constantes nos mais de 10 servidores
Linux e em busca de disponibilidade 24 horas, o governo pernambucano
investiu mais de R$ 550 mil na migração do servidor
para Windows Server 2003.
Medidas como a implementação do sistema de
videomonitoramento na avenida Boa Viagem, a compatibilização
de áreas e a migração do servidor favoreceram
a redução dos índices de criminalidade.
“Foi uma ação conjunta de todo o Estado.
O número de homicídios, por exemplo, foi reduzido
em 18%, em relação ao mesmo período do
ano anterior”.
A Microsoft afirma que após a migração,
o serviço 190 da Polícia Militar, que antes
deixava o usuário esperando 10 minutos, hoje é
instantâneo. Além disso, a solução
permitiu a criação do Boletim de Ocorrência
Integrado, em que a pessoa pode registrar queixa de um roubo
de carro, por exemplo, em qualquer posto da Polícia
Militar, Civil ou Rodoviária.
Questionado sobre o fato de ter ido contra a proposta de
utilização do Linux do governo federal, Perez
declarou: “Todo o mundo está adotando Linux porque
é onda. A nossa experiência nestes quase três
anos não foi boa”, garante Perez. O gerente geral
informa que é muito difícil encontrar mão-de-obra
qualificada e que o gasto com treinamento é alto. Além
disso, ele diz que as aplicações saiam do ar,
que o Linux não oferece escalabilidade e que não
suportava as 150 mil transações por minuto.
“Não conheço nenhum Centro Integrado de
Operações que rode em Linux, isso não
existe”, declara.
A solução proposta pela Newsupri, responsável
pela implementação, previa a consolidação
em uma arquitetura de processamento que tivesse total disponibilidade
para o cliente interno (os policiais) e externo (os cidadãos).
A migração levou cerca de 30 dias. Hoje, a Secretaria
utiliza cerca de 45% da capacidade de 150 mil transações
por minuto. De acordo com a Microsoft, a solução
anterior tinha limite de 40 mil transações por
minuto. No total, estão interligados 1,2 mil micros
e 315 computadores nas viaturas. Além disso, 2,2 mil
celulares dos funcionários da segurança pública
estão cadastrados para receber mensagens de texto.
Fonte: COMPUTERWORLD
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