homenotícias

e-Gov é destaque na web residencial

Quarta-feira, 27 de outubro de 2004

Em setembro de 2004, sites ligados a órgãos oficiais e entidades sem fins lucrativos cresceram 8%, atingindo 4,82 milhões de internautas residenciais, contra 4,46 milhões em agosto. Entre os endereços que mais cresceram percentualmente, estão o setor de Loterias da CEF, visitado por mais de um milhão de usuários residenciais, 300 mil ou 38% mais que no mês anterior, e o TSE, Tribunal Superior Eleitoral, que recebeu a visita de 232 mil pessoas, 100 mil ou 95% mais que em agosto, além de sites como o da Previdência Social, Embrapa, de vários governos estaduais e ministérios.

"Mais de 38% dos internautas residenciais ativos brasileiros passaram por algum site oficial, seja de um órgão federal, estadual ou municipal, dos poderes executivo, legislativo ou judiciário. Nos Estados Unidos, que está em período pré-eleitoral e com o problema do Iraque, 24% dos usuários residenciais acessaram sites governamentais. Podemos dizer que, no caso brasileiro, a internet tem uma função de prover cidadania a milhões de pessoas, facilitando a vida do brasileiro e dando um pouco de transparência na relação estado-cidadão", comenta o analista do IBOPE//NetRatings, Alexandre Sanches Magalhães.

Os outros países medidos pela metodologia Nielsen//NetRatings apresentaram os seguintes índices de utilização de sites governamentais: Austrália, 34%, Japão e França, 32%, Itália e Espanha, 31%, Hong Kong e Suécia, 29%, Reino Unido, 25%, Suíça, 23% e Alemanha, 19%. "Fica claro que o eGoverno brasileiro já é uma realidade, mas pode melhorar ainda mais o atendimento dado ao cidadão, ampliando a usabilidade dos sites e a gama da serviços disponíveis. Quando as classes C, D e E tiverem acesso à internet, o que já começou a acontecer, esse setor poderá ter sua importância multiplicada, ajudando o processo de integração social", complementa Magalhães.

Em setembro, o número de internautas ativos atingiu 12 milhões de pessoas, mesmo patamar observado em agosto. O brasileiro navegou 13 horas e 56 minutos na média mensal por internauta, 2 minutos menos que no mês anterior que, vale ressaltar, teve um dia a menos. Continuamos navegando menos que o usuário japonês, que no mesmo período, navegou 15 horas e 27 minutos e que o usuário de Hong Kong, que passou 22 horas e 44 minutos na web em setembro. "Há bem pouco tempo, em março de 2004, navegávamos menos horas que o usuário dos Estados Unidos, por exemplo. Em setembro, o internauta residencial brasileiro navegou 56 minutos a mais que o norte-americano. Esse uso crescente é de muito valor para as empresas brasileiras, que podem fazer da internet um importante canal de comunicação com seus clientes", observa o analista.